A NASA selecionou o GIMLI, missão liderada pelo Planetary Science Institute, para investigar o poço de Marius Hills, na Lua, com radar, sismógrafos e gravímetro, em busca de um tubo de lava. Não há data de lançamento nem custo divulgado.

É um buraco na região de Marius Hills, no lado visível da Lua, em Oceanus Procellarum. Foi descoberto em 2009 em imagens da sonda japonesa Kaguya. Medições da sonda LRO, da NASA, citadas pela Universe Magazine, indicam abertura de 49 a 57 metros e profundidade de cerca de 44 metros a partir da borda (51 metros em relação à planície), ou seja, na casa de 45 metros. Os pesquisadores suspeitam que seja uma “claraboia”, uma queda do teto de um tubo de lava antigo. Tubos assim poderiam, em tese, abrigar astronautas da radiação e das variações extremas de temperatura.
| Item | O que as fontes informam |
|---|---|
| Programa | PRISM (Payloads and Research Investigations on the Surface of the Moon), parte do Moon Base Program |
| Liderança | Planetary Science Institute; o líder é Nathaniel “Than” Putzig, com Gareth Morgan como vice |
| Instrumentos | Radar de penetração no solo, sensores sísmicos, gravímetro e câmeras |
| Parceiros | Honeybee Robotics (instrumentação) e Agência Espacial Norueguesa (radar) |
| Transporte | Módulo de pouso e rover contratados pela NASA via CLPS; fornecedor ainda não nomeado |
| Data de lançamento | Não divulgada |
As informações da seleção vêm de comunicado da NASA de 30 de setembro, atualizado em 2 de outubro para corrigir os nomes completos de duas cargas. A imprensa especializada, como Space.com e Universe Today, detalhou os instrumentos nos dias seguintes. Segundo a Universe Magazine, o sismógrafo, o gravímetro e as câmeras são feitos pela Honeybee Robotics, empresa do grupo Blue Origin, e o radar fica a cargo da agência norueguesa; a NASA, em seu comunicado, não entra nesse detalhe.
O Universe Today observa que o GIMLI reintroduz métodos sísmicos ativos, em que se gera uma vibração e se mede o eco, algo que os astronautas da Apollo fizeram pela última vez. Radar, gravidade e sismologia juntos servem para estimar se há um vazio grande além da abertura e qual seria seu tamanho. A equipe também quer estudar a história vulcânica da região e as camadas de solo e lava expostas nas paredes do poço.
O interesse por cavernas lunares dialoga com a ideia de bases permanentes e com outras notícias do espaço que cobrimos, como o lançamento do telescópio Nancy Grace Roman, o estudo sobre a nuvem do Arsia Mons, em Marte e a polêmica dos supostos vestígios alienígenas na Lua. Para quem faz trilha na Terra, relógios com bússola e altímetro cumprem papel parecido de navegação, em escala bem menor.
O que é o GIMLI? Missão lunar selecionada pela NASA para investigar o poço de Marius Hills. Quem lidera? O Planetary Science Institute. O que procura? Um possível tubo de lava sob o poço. Quando lança? Sem data. Já tem lander? Ainda não foi nomeado.