Fugindo um pouco do universo dos smartwatches: cientistas do Instituto SETI e do Birkbeck College (Universidade de Londres) propuseram uma nova estratégia para buscar indícios de civilizações extraterrestres extintas — a ideia é vasculhar o solo lunar em busca de partículas microscópicas que poderiam ter se desprendido de tecnologias alienígenas em deterioração ao longo de bilhões de anos, já que a Lua não tem atmosfera nem atividade geológica que apagasse esses vestígios.

Diferente da Terra, onde erosão, vulcanismo e placas tectônicas apagam constantemente registros geológicos antigos, a Lua permanece praticamente inalterada há bilhões de anos — essa característica a torna um local teoricamente ideal para preservar qualquer traço microscópico de tecnologia que tenha se desprendido de uma sonda, satélite ou outro artefato alienígena que eventualmente tenha passado pela região, mesmo que a própria civilização que o criou já não exista mais.
Pesquisas científicas ambiciosas como essa mostram como sensores cada vez mais sensíveis, parecidos com os usados em smartwatches para monitorar sinais sutis do corpo humano, também impulsionam avanços em áreas completamente diferentes, como a busca por vida extraterrestre.