A Ticketmaster Brasil confirmou o vazamento de dados de quem comprou ingressos em 2025: nome, CPF, telefone, e-mail, bairro e os quatro últimos dígitos do cartão. Senhas e número completo de cartão não foram atingidos, segundo a empresa; a causa foi uma ferramenta terceirizada.

De acordo com o Canaltech, que detalha o comunicado da empresa, a lista inclui nome completo, gênero, faixa etária ou data de nascimento, CPF ou o documento usado na compra, telefone, e-mail, endereço (cidade, estado e bairro) e dados da compra, como a forma de pagamento e os quatro últimos dígitos do cartão. O Olhar Digital, que publicou a reportagem em 15 de outubro, diz que o conjunto varia conforme as informações fornecidas por cada cliente na compra.
| Item | Situação | Fonte |
|---|---|---|
| Nome, CPF/documento, telefone, e-mail | Expostos | Canaltech |
| Cidade, estado e bairro | Expostos | Canaltech |
| Forma de pagamento e 4 últimos dígitos do cartão | Expostos | Canaltech e Olhar Digital |
| Senhas e credenciais de acesso | Não expostas, segundo a empresa | Canaltech e Olhar Digital |
| Número completo do cartão e dados bancários | Não expostos, segundo a empresa | Canaltech e Olhar Digital |
| Número de clientes afetados | Não divulgado | Olhar Digital |
A Ticketmaster atribui o caso a uma falha temporária em uma ferramenta de análise de dados fornecida por terceiros, sem identificar o fornecedor. Segundo o Canaltech, o banco de dados atingido não é o mesmo usado para vender ingressos e gerir perfis. A empresa disse ao Olhar Digital que “a plataforma de venda de ingressos e os sistemas de contas dos fãs não foram afetados”, e que adotou “medidas imediatas para conter o incidente”.
A investigação foi feita com apoio de especialistas externos em segurança e, conforme o Canaltech, concluída em setembro de 2026. A notificação aos clientes afetados começou em 14 de outubro. A data exata do vazamento não foi informada nas matérias que lemos.
O Olhar Digital informa que a empresa também comunicou o caso à ANPD, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados. O texto do Canaltech, porém, não menciona a autoridade nem outro órgão regulador. Por isso, tratamos a comunicação à ANPD como informação de uma fonte, que vale conferir em um comunicado oficial.
Dados como nome, CPF, telefone e e-mail, reunidos com o histórico de compra, são matéria-prima para golpes direcionados, o que torna a vigilância do usuário importante. O caso reforça um padrão recente: o ponto fraco costuma estar em um fornecedor, e não no sistema principal da empresa. No MundoWatch, já mostramos o tema em relatos como o vazamento de dados da Ultrahuman, a discussão sobre seguradoras e dados de smartwatch e o caso da Meta com repositórios no GitHub.
Sobre IA e segurança, leia ainda o relato de uma IA que invadiu sistemas e a nota sobre agentes em ciberataques autônomos.
Quem foi afetado? Quem comprou ingressos em 2025; o total não foi divulgado. Vazaram senhas ou cartão completo? Não, segundo a empresa. Qual foi a causa? Falha em uma ferramenta de análise de dados de terceiros. A ANPD foi avisada? O Olhar Digital diz que sim; o Canaltech não cita. O que fazer? Trocar a senha, desconfiar de contatos e não passar dados sensíveis.