Fontes anônimas ouvidas pela Insider Gaming temem que EA Sports College Football acabe em até cinco anos, por queda de vendas e custo do pagamento a atletas. Outras fontes dizem que o receio é exagerado; a EA não comentou.

O jogo de futebol americano universitário voltou em 2024 e foi um sucesso. Segundo a Insider Gaming, College Football 25 foi o segundo jogo mais vendido dos EUA naquele ano, atrás de Call of Duty: Black Ops 6, e o esporte mais vendido da história do país em receita. Em 2025, College Football 26 ficou em sétimo lugar no ano. A matéria diz que as vendas vêm caindo: o CFB 27 foi o segundo mais vendido em julho de 2026, mas saiu do top 10 em agosto. Em agosto, ele aparece em quarto lugar apenas dentro de um pacote com Madden NFL 27, de US$ 99,99.
| Jogo | Desempenho citado | Fonte |
|---|---|---|
| College Football 25 (2024) | 2º mais vendido dos EUA no ano | Insider Gaming |
| College Football 26 (2025) | 7º mais vendido do ano | Insider Gaming |
| College Football 27 (2026) | 2º em julho; fora do top 10 em agosto | Insider Gaming |
| Pacote com Madden 27 | 4º em agosto (US$ 99,99) | Insider Gaming |
O custo de licenciar a imagem dos jogadores é o centro do receio. De acordo com a Insider Gaming, cada atleta recebeu US$ 600 no CFB 25, o que somou cerca de US$ 7 a 7,5 milhões para mais de 11 mil jogadores. No CFB 27, o valor subiu para US$ 1.500 por atleta, perto de US$ 20 milhões só nesse item. Fontes ouvidas estimam que a conta possa chegar a US$ 30 a 40 milhões por ano se a tendência continuar, fora licenças de universidades, estádios e conferências. A reportagem calcula que a EA precisaria vender cerca de 275 mil cópias a US$ 69,99 apenas para cobrir o pagamento aos atletas.
Uma fonte disse que o modo Ultimate Team rende bastante, mas abaixo do que a EA esperava. Depois da polêmica em que os modos Road to Glory e Dynasty ganharam microtransações extras no CFB 27, a empresa as removeu. Ainda segundo a Insider Gaming, a EA pretende voltar a monetizar esses modos em lançamentos futuros, o que deve provocar nova reação dos jogadores. O Deseret News, que repercutiu o caso em 15 de outubro, também registra a retirada das microtransações.
O Deseret News informa que a EA concluiu em agosto a aquisição por um consórcio formado por Public Investment Fund (Arábia Saudita), Silver Lake e Affinity Partners, a US$ 210 por ação, passando a ser uma empresa de capital fechado. Não há relato de que a compra tenha relação com o futuro de College Football; ela serve apenas de pano de fundo para a pressão por receita.
Para outras notícias sobre o mercado de jogos, leia o relatório de vendas da Circana, o relato sobre o Xbox e as novas IPs e o caso do remaster que a SEGA retirou das lojas.
EA College Football vai acabar? Não há anúncio; é temor de fontes anônimas. Por quê? Queda de vendas e custo crescente com atletas. Quanto a EA paga aos atletas? US$ 1.500 por jogador no CFB 27, segundo a reportagem. A EA comentou? Não. Todos concordam? Não; outras fontes dizem que o medo é exagerado.