A Suunto pegou seu excelente Race AMOLED, encolheu o tamanho e o preço, e criou o Race S — um multiesporte leve para corrida, ciclismo e triatlo que mira o pulso de quem acha os relógios esportivos grandes demais. Será que a versão "S" mantém o que faz o Race brilhar? Corri e pedalei com ele para descobrir.

O grande apelo do Race S é o tamanho: caixa de 45 mm, fina e leve, bem mais confortável para pulsos menores e para o uso diário que os multiesportes tradicionais. A tela AMOLED de 1,32", 466×466, é brilhante e nítida, com proteção de Gorilla Glass resistente — um ponto a favor para trilha, onde o vidro mineral de alguns rivais sofre. A navegação usa uma coroa digital, que é prática, mas tem suas manias.
Aqui o Race S brilha: GPS de banda dupla (todos os sistemas) com ótima precisão, à altura de relógios bem mais caros, e mapas offline a cores com 32 GB de armazenamento. Os modos esportivos cobrem 95+ atividades, incluindo natação em piscina e águas abertas, ciclismo com potência, corrida com potência no pulso e triatlo — raro nessa faixa de preço. Tem ainda o Suunto Coach com IA e métricas de carga e recuperação via HRV.
A autonomia é boa para o tamanho: cerca de 30h em GPS de banda dupla e até 120h no modo Tour (economia). No uso diário, espere algo entre 5 e 9 dias dependendo da tela sempre-ligada. É bem menos que o Race maior (que faz o dobro), então ultramaratonistas de provas muito longas devem ficar de olho. Para a maioria — do 5K à maratona e triatlos —, sobra.
Dois pontos consistentes nos testes: a FC óptica é imprecisa (para treino sério, use cinta peitoral) e a coroa digital às vezes gira sozinha ao flexionar o pulso, pulando menus. Some a isso funções de smartwatch básicas (sem música local, só controle remoto do celular) e uma interface que, embora melhorada, não é tão fluida quanto a da Garmin ou da Apple.
O Suunto Race S entrega quase tudo do Race maior — AMOLED lindo, GPS de banda dupla, mapas offline e modos de triatlo — num corpo compacto e por um preço agressivo. Para corredores e triatletas que querem um relógio leve, com mapas e bom GPS sem gastar o preço de um topo de linha, é uma escolha excelente.
Se a precisão de FC no pulso é crucial para você (sem cinta), ou se precisa de bateria para ultras muito longas, olhe para o Coros Pace Pro ou para o Suunto Race maior. Mas, no equilíbrio entre recursos, tamanho e preço, o Race S é difícil de bater. No Brasil, os preços variam por importação e câmbio — fique de olho.