O Redmi Watch 5 Active chegou ao Brasil por R$ 599, preço que o Canaltech considerou alto demais para o que ele entrega. Hoje a história é outra: o relógio com tela LCD de 2 polegadas, chamadas por Bluetooth e bateria de 470 mAh aparece por volta de R$ 236 no Mercado Livre e R$ 279,77 na Amazon, e é nesse patamar que ele passa a fazer sentido.
O relógio mede 49,1 × 40,4 × 11,4 mm e pesa 30,6 g sem a pulseira, segundo a ficha técnica da Xiaomi Brasil. A pulseira é de TPU e ajustável de 135 a 205 mm. A Xiaomi vende nas cores Midnight Black e Matte Silver, com acabamento fosco. Sobre o material da caixa há divergência entre as fontes: a especificação da Xiaomi fala em plástico com revestimento metálico e o Canaltech descreve o acabamento como “todo em plástico”, enquanto o Tecnoblog, na cobertura do lançamento, citou liga de zinco. Tratamos o corpo como plástico com aparência metálica, conforme a página oficial. Para quem vem de uma pulseira inteligente, o salto de tamanho de tela é o grande atrativo visual.
O painel é LCD de 2 polegadas, formato quase quadrado, com 320×385 pixels e 250 PPI. O Tecnoblog e o Canaltech citam brilho de até 500 nits; a Xiaomi Brasil não informa esse número na página. O Canaltech avalia que o brilho atende bem em ambientes internos e externos, mas perde força sob sol forte. Em contraste e preto profundo, o LCD fica atrás dos AMOLED de modelos como o Redmi Watch 5 Lite, que usa tela de 1,96 pol. com Always On Display. O vidro é do tipo Panda 2.0D, conforme a listagem da Casas Bahia.
A célula de 470 mAh sustenta, segundo a Xiaomi, até 18 dias de uso típico e 12 dias de uso intenso, nas condições de teste da fabricante. O Canaltech afirma que, com uso normal e monitoramento contínuo de saúde, o relógio chega perto do número oficial: em cerca de 3 dias de teste, o consumo foi de aproximadamente 22%. O carregamento é por cabo magnético proprietário e leva por volta de 2 horas. Na prática, é uma autonomia muito acima da de relógios Wear OS e comparável à de pulseiras. Veja outros modelos nessa linha no guia de smartwatches com bateria longa.
O Active tem alto-falante e dois microfones com redução de ruído e captação direcional (a Xiaomi cita 80 cm, a partir de dados de laboratório próprios). Dá para atender e fazer ligações pelo pulso com o celular por perto. A própria página oficial avisa que chamadas de voz de aplicativos de terceiros, como mensageiros, não são suportadas. Não encontramos testes independentes da qualidade do áudio, por isso não damos nota a esse ponto isoladamente.
São mais de 140 modos esportivos, com detecção automática de atividades como corrida, caminhada, ciclismo, remo e pular corda (o recurso precisa ser ativado manualmente). A Xiaomi informa que não há modos para registrar esportes aquáticos. A saúde cobre frequência cardíaca 24 horas, SpO2, estresse, sono e ciclo menstrual, com mais de 200 mostradores e Alexa embutida (indisponível em alguns idiomas e países). Não há GPS integrado: para registrar trajeto, é preciso levar o celular. Quem quer GPS próprio por pouco mais deve olhar o Lite, que também comparamos aqui.
A página da Xiaomi Brasil indica 5 ATM, classificação pela norma ISO 22810:2010, e não um índice IP. A fabricante diz que o relógio serve para uso diário e piscina rasa, mas não para chuveiro quente, sauna ou mergulho. Já o Tecnoblog e o Canaltech, na cobertura do lançamento, citam IPX8. Como a divergência não foi resolvida pela fabricante, adotamos o dado da página oficial: 5 ATM, sem modo de natação.
O lançamento no Brasil foi a R$ 599, segundo o Tecnoblog. O Canaltech chegou a escrever que o relógio só seria interessante perto de R$ 200, diante de concorrentes como Galaxy Fit 3 e Huawei Band 9. Isso aconteceu: nas pesquisas de preço que usamos, ele custa cerca de R$ 236 no Mercado Livre e R$ 279,77 na Amazon. Em lojas do varejo tradicional o preço pode ser maior; uma listagem da Casas Bahia mostrava R$ 399,00 (R$ 379,05 no Pix). Os valores mudam com frequência, então confira antes de comprar. O Tecnoblog também registrou ofertas a R$ 219,99 no Mercado Livre, já encerradas na ocasião. Nesta faixa ele disputa espaço com a Xiaomi Smart Band 11 Active, a R$ 199,00.
O relógio atende quem quer um primeiro smartwatch com tela grande, notificações, chamadas e semanas de autonomia sem gastar muito. Também é uma opção para quem usa o celular para registrar trajetos e só precisa de métricas básicas no pulso. Quem corre ou pedala com frequência e quer GPS próprio deve olhar o Lite. Para mais alternativas, veja o guia dos melhores smartwatches até R$ 500 e o comparativo com a Smart Band 11 Active.
O Redmi Watch 5 Active entrega o que a categoria de entrada pede: tela de 2 polegadas, bateria de até 18 dias, chamadas Bluetooth e mais de 140 modos esportivos. É um relógio simples, mas coerente.
A nota 7.7 reflete essa combinação, um pouco acima da Smart Band 11 Active (7.6) pela tela e pelas chamadas, e abaixo do Redmi Watch 5 Lite (8.0) por falta de GPS e de tela AMOLED. Perto de R$ 240, vale a compra; acima de R$ 400, há opções melhores.