Depois do Watch GT 7 Pro, que já cobrimos por aqui, chegou a vez da versão padrão: o Huawei Watch GT 7. Mesma fórmula que consagrou a linha — AMOLED brilhante, GPS e NFC de série, bateria de mais de uma semana — só que por um preço mais em conta. Testamos para ver se a redução de custo veio com cortes que pesam no dia a dia.
A Huawei claramente está usando o GT 7 padrão como porta de entrada da nova geração, com um preço de lançamento a partir de 299,99 euros na Europa — mais baixo que o GT 7 Pro e competitivo frente a rivais diretos. É uma aposta que deve puxar boa parte do volume de vendas da linha.
Entre os mais de 110 modos esportivos, chama atenção a chegada de modos de esqui e snowboard indoor, capazes de registrar dados de treino mesmo em pistas cobertas, sem depender de sinal de GPS — um recurso de nicho, mas que mostra o cuidado da Huawei em cobrir cenários específicos de uso.
A nova pulseira EasyCross simplifica a troca de pulseiras, um processo que em gerações anteriores exigia mais cuidado. Pequeno detalhe, mas que melhora a experiência de quem gosta de trocar o visual do relógio com frequência.
O GT 7 não é isento de limitações: no iPhone, uma parcela dos recursos de saúde fica restrita, refletindo as barreiras que a Apple impõe a wearables de terceiros. Quem já tem um GT 6 também encontra poucos motivos para migrar — a diferença de recursos entre as gerações é modesta. E em treinos de alta intensidade, o sensor de frequência cardíaca perde um pouco de precisão, algo comum em relógios dessa faixa de preço.
O Huawei Watch GT 7 entrega o essencial que fez a linha GT ter sucesso — tela boa, GPS e NFC sem complicação, bateria longa — por um preço de entrada mais convidativo que o GT 7 Pro. Para quem está fora do ecossistema Huawei ou trocando um relógio mais antigo, é uma recomendação sólida.
Já quem tem um GT 6 recente pode tranquilamente esperar mais um ciclo, e usuários de iPhone devem entender antes da compra que parte dos recursos de saúde fica limitada.