A resposta da Garmin ao fenômeno Whoop chega sem tela, sem mensalidade e com a bagagem de anos de experiência da marca em monitoramento de saúde — mas será que isso é suficiente pra brigar num mercado já disputado por concorrentes mais baratos?

Em testes comparativos com outros dispositivos de referência, o Cirqa demonstrou frequência cardíaca precisa em atividades como treino de academia, yoga e ciclismo indoor, ficando geralmente próximo de dispositivos de comparação. No entanto, a precisão cai em duas situações específicas: natação em águas abertas e intervalos intensos de corrida — justamente os cenários que exigem mais do sensor óptico.
O maior trunfo do Cirqa contra o Whoop é comercial, não técnico: enquanto o Whoop exige mensalidade contínua para acessar qualquer métrica, o Cirqa é uma compra única que já libera monitoramento completo de saúde, sono e treino sem custo recorrente. Para quem já cansou de pagar assinatura por dispositivos de fitness, essa é uma vantagem concreta e imediata.
Sendo justo com quem vai gastar o dinheiro: o Cirqa não tem GPS próprio — uma ausência que também afeta o Whoop e o Fitbit Air, mas que ainda assim limita o rastreamento de rotas ao ar livre sem o celular por perto. O sensor também é mais volumoso que o de concorrentes diretos, com opções de pulseira mais limitadas, e o preço fica cerca de R$500 a mais que o Fitbit Air em comparações internacionais — uma diferença que pesa na decisão para quem está economizando. Para quem já é fã do ecossistema Garmin Connect, essas limitações pesam menos; para quem está escolhendo entre marcas do zero, vale comparar com calma.
O Garmin Cirqa entrega uma alternativa sólida e sem mensalidade ao Whoop, com boa precisão nas atividades mais comuns e a força do ecossistema Garmin Connect por trás. Para quem já é fã da marca, é uma adição natural ao dia a dia; para quem está escolhendo entre marcas do zero, vale comparar diretamente com o Fitbit Air, que custa menos e entrega recursos parecidos.