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Review Amazfit T-Rex 3: AMOLED de 2.000 nits, 10 ATM e bateria de semanas por cerca de R$ 1.100

O Amazfit T-Rex 3 é o relógio de aventura de 48 mm da Amazfit sem o selo “Pro”: caixa de polímero com bezel de aço, tela AMOLED de 1,5 polegada com até 2.000 nits, GPS de banda dupla, 10 ATM e bateria de 700 mAh que a fabricante promete por até 27 dias. No Brasil, ele aparece na faixa de R$ 1.083 a R$ 1.300, quase metade do que se paga pelo T-Rex 3 Pro.

Amazfit T-Rex 3
Amazfit T-Rex 3 (48 mm) — construção robusta, AMOLED e GPS de banda dupla.
8.3
★★★★
O T-Rex que a maioria deveria comprar: quase tudo do Pro por mais ou menos metade do preço
Tela AMOLED brilhante, GPS de banda dupla consistente, 10 ATM e bateria de semanas por pouco mais de R$ 1.000. Pesa 68,3 g, não tem alto-falante e o software Zepp ainda tem arestas, principalmente na navegação.
Tela
AMOLED 1,5 pol. · 480×480 · 322 PPI · até 2.000 nits · Gorilla Glass
Caixa e peso
48,5 mm · 13,75 mm de espessura · 68,3 g · polímero com bezel de aço inox
Bateria
700 mAh · até 27 dias típicos / 13 dias intensos (oficial)
GPS
Banda dupla · 6 sistemas · até 42 h de GPS (oficial)
Resistência
10 ATM · mergulho livre até 45 m · testes MIL-STD-810
Esportes
Mais de 170 modos · treino em tela com mapas offline
Sistema
Zepp OS · Android e iOS · Bluetooth 5.2 e Wi-Fi
Memória e áudio
32 GB (eMMC) · microfone, sem alto-falante
Sensores
FC, SpO2, temperatura, giroscópio, barômetro, bússola
Preço no Brasil
~R$ 1.083 (cupom, mai/2026) · R$ 1.165,16 (Amazon, 10/10/2026)
Em resumo: o T-Rex 3 entrega a base do que faz o T-Rex 3 Pro valer a pena (tela, GPS, bateria, resistência) em uma caixa mais pesada e sem titânio, safira nem lanterna. Pela diferença de mais de R$ 1.000 no preço, é a escolha mais racional da linha.

Design: robusto, grande e pesado

O T-Rex 3 tem 48,5 mm de diâmetro, 13,75 mm de espessura e 68,3 g sem a pulseira, segundo as medidas citadas pelo DC Rainmaker e pelo Notebookcheck. A caixa é de polímero com bezel de aço inoxidável e vidro Gorilla Glass. Há um tamanho único. O OutdoorGearLab, que mede o relógio por conta própria, registra um corpo ainda maior (cerca de 51 mm e 16 mm de espessura), e o Notebookcheck mediu 15,75 mm de altura. Em outras palavras: é um relógio de punho grande, e quem tem pulso fino vai sentir. O visual é polarizador, de ferramenta, e a troca de pulseira exige ferramenta, segundo o OutdoorGearLab. O Pro pesa cerca de 52 g na versão de 48 mm, o que é a diferença mais sentida no dia a dia.

Tela AMOLED: o brilho cumpre o prometido

O painel de 1,5 polegada tem 480×480 pixels (322 PPI) e é rotulado com até 2.000 nits. No laboratório do Notebookcheck, o brilho medido foi de cerca de 1.978 cd/m² com o sensor de luz ambiente ligado e 598 cd/m² com ele desligado, ou seja, o pico só aparece em modo automático. O mesmo teste registrou cintilação PWM de 60 Hz, o que pode incomodar quem é sensível, embora o tempo de tela em um relógio seja curto. O Palm Solo e o DC Rainmaker descrevem a tela como nítida e responsiva. Para ler sob sol forte, 2.000 nits resolvem; a tela de 3.000 nits do Pro é um luxo, não uma necessidade.

Bateria: o número oficial é otimista, mas a autonomia é de semanas

A Amazfit fala em até 27 dias de uso típico, cerca de 13 dias de uso intenso e 42 horas de GPS. Os testes independentes mostram o que esperar fora do laboratório:

FonteResultado medido
NotebookcheckCerca de 12 dias em uso misto (notificações, monitoramento contínuo, tela sempre ativa e um treino por semana)
DC Rainmaker7 a 9 dias com cerca de 2 h diárias de treino, tela sempre ativa e FC óptica; promessa de 13 dias não se confirmou nesse cenário
OutdoorGearLabCerca de 40 h de GPS medidas e perto de 4 semanas em uso leve

O carregamento leva de 2,5 a 3 horas, segundo o DC Rainmaker e o Notebookcheck. Para quem treina todo dia com tela sempre ativa, uma semana de bateria é um número realista; quem usa o relógio de forma leve chega perto de um mês. Esse perfil é bem mais folgado que o de qualquer Apple Watch ou Wear OS. Para outras opções de longa duração, veja o guia de smartwatches com bateria longa.

GPS e sensores: ponto forte do hardware

O T-Rex 3 usa GNSS de banda dupla com seis sistemas de satélite. No teste do DC Rainmaker, o GPS foi consistente em corrida e trilha, inclusive entre prédios, e em ciclismo de estrada, com precisão boa em descidas a 50-60 km/h. Na natação em águas abertas, a trilha ficou irregular, no limite do aceitável. O OutdoorGearLab deu nota 8,5 à categoria de precisão de GPS e frequência cardíaca, com erro médio de 2 a 4 bpm contra uma cinta Polar H10. Já o DC Rainmaker viu a FC óptica ir bem em intervalos de corrida e mal em pedaladas longas ao ar livre. O resumo é que a base de hardware compete com relógios bem mais caros, e é isso que sustenta a nota.

Resistência: 10 ATM e mergulho livre até 45 m

A resistência à água é de 10 ATM, com certificação para mergulho livre até 45 m (norma EN13319, segundo o DC Rainmaker). O Notebookcheck cita nove testes MIL-STD-810H e modo de baixa temperatura até -30 °C; já a nossa cobertura da oferta e o OutdoorGearLab citam MIL-STD-810G. Como as fontes divergem, tratamos como “padrão militar” sem apostar na letra. Não há perfil de mergulho com cilindro; esse recurso é do Pro. Quem procura relógios para água pode comparar no guia de smartwatches para mergulho e no guia de modelos resistentes a impactos.

Treino, mapas e software: onde o T-Rex 3 tropeça

São mais de 170 modos esportivos (o DC Rainmaker contou 177 perfis, muitos apenas categorizam a atividade), análise de carga de treino sem reinício semanal, exportação de arquivos .FIT e sincronização com Strava, Apple Health, Google Fit e Komoot. Os mapas offline são baixados rápido (cerca de 2 minutos para uma ilha inteira, no teste do DC Rainmaker) e há alertas de curva. Os limites aparecem aí: o relógio não cria rotas, importar um GPX do Strava é manual, o mapa mostra mal a diferença entre água e terra perto da costa e, segundo o OutdoorGearLab, ele não recalcula o caminho se você sair da rota. Na rotina, o DC Rainmaker teve falha de sono por semanas até reinstalar o app e achou o índice de prontidão pouco útil. A Amazfit continua publicando atualizações: o firmware 6.2.204.6 melhorou o Route Preview, e a marca estendeu o suporte de software do modelo. Para trilha séria com mapas totalmente roteáveis, o Garmin Fenix 8 ainda joga em outra divisão, e o próprio DC Rainmaker diz que o T-Rex 3 está mais para rival de Coros Vertix ou Garmin Instinct do que para “matador de Fenix”. Veja também o review do Garmin Instinct 3.

Sem alto-falante e com pagamentos limitados

O T-Rex 3 tem microfone para o assistente de voz, mas não tem alto-falante (Notebookcheck e Palm Solo), então não há ligações pelo pulso; esse recurso é do Pro. O Notebookcheck lista NFC, mas o DC Rainmaker só conseguiu pagar sem contato pelo serviço Curve, que não atende o Brasil. Não confirmamos o uso de NFC para pagamentos aqui, então não conte com isso na compra.

Preço no Brasil: quanto custa e onde conferir

O T-Rex 3 foi lançado no exterior por US$ 279 / € 299. No Brasil, o Promotop publicou em 4 de maio de 2026 um preço de cerca de R$ 1.083 com cupom (link para o Mercado Livre) e uma faixa padrão de R$ 1.200 a R$ 1.300. Em consulta feita em 10 de outubro de 2026 ao agregador Promobit, havia uma oferta de R$ 1.165,16 na Amazon, riscada de R$ 1.559,00, mas a página não confirma se ela segue ativa. Outras ofertas do AliExpress (R$ 1.085,19 e R$ 1.160,61) já estavam encerradas. Não conseguimos abrir a loja oficial da Amazfit nem as páginas do Mercado Livre e da Amazon para confirmar o valor do dia, e o MundoWatch não vende produtos. Em reais, o preço usado nas contas deste review é a faixa de R$ 1.100 a R$ 1.200. Confira o valor final em reais antes de comprar. O T-Rex 3 Pro custava R$ 2.200 a R$ 2.300 em dezembro de 2025, segundo o Promotop. Para acompanhar descontos, veja a cobertura da promoção.

⚠️ Importação e garantia
Parte das ofertas baixas vem de lojas internacionais ou marketplaces. Prefira vendedor com nota fiscal e garantia no Brasil, e confirme se o produto é a versão de 48 mm com Zepp OS e idioma em português.
✓ Pontos fortes
  • ✓Tela AMOLED de 2.000 nits nítida
  • ✓GPS de banda dupla consistente
  • ✓Bateria de semanas, mesmo com uso intenso
  • ✓10 ATM e mergulho livre até 45 m
  • ✓Mais de 170 modos e mapas offline
  • ✓Preço quase metade do Pro
✗ Pontos fracos
  • ✗Pesado (68,3 g) e grande para pulsos finos
  • ✗Sem alto-falante, sem ligações
  • ✗Navegação sem criação de rotas
  • ✗Software Zepp com falhas pontuais

Para quem o T-Rex 3 é indicado

Para quem faz trilha, corrida, ciclismo e treino de academia e quer bateria, tela e resistência sem pagar o preço de um relógio premium. Não é a melhor escolha para quem quer um relógio leve para dormir, ligações pelo pulso ou mapas impecáveis. Para outras opções, veja os guias de trilha e de resistência à água, e o comparativo T-Rex 3 vs T-Rex 3 Pro.

Perguntas rápidas

Qual a diferença entre o T-Rex 3 e o T-Rex 3 Pro? O Pro tem bezel de titânio, vidro de safira, tela de até 3.000 nits, lanterna LED, alto-falante para chamadas e cerca de 52 g (48 mm), contra 68,3 g do T-Rex 3. A bateria de 700 mAh é a mesma no Pro de 48 mm. Veja o comparativo completo.

O Amazfit T-Rex 3 tem GPS próprio? Sim, GNSS de banda dupla com seis sistemas de satélite, sem precisar do celular.

Dá para nadar com ele? Sim, a resistência é de 10 ATM, com certificação para mergulho livre até 45 m. Não há perfil de mergulho com cilindro.

Quanto custa no Brasil? Entre cerca de R$ 1.083 (com cupom, em maio) e R$ 1.300. Em 10/10/2026, havia oferta de R$ 1.165,16 na Amazon via Promobit, sem confirmação de validade.

Atende ligações? Não. Falta alto-falante; só o microfone para o assistente de voz.

Veredicto final

O T-Rex que a maioria deveria comprar: quase tudo do Pro por mais ou menos metade do preço

O Amazfit T-Rex 3 oferece a mesma base de hardware do Pro: AMOLED brilhante, GPS de banda dupla, bateria de semanas e 10 ATM. Perde em material, peso, brilho, lanterna e chamadas.

A nota 8.3 fica um décimo abaixo do T-Rex 3 Pro (8.4): o Pro é melhor produto, mas o preço faz do modelo padrão a compra mais racional para a maioria. Se o objetivo é aventura sem gastar R$ 2.000 ou mais, é o relógio a bater. Quem precisa de mapas totalmente roteáveis ou de um corpo leve deve olhar para o Pro ou para a Garmin.

8.3
★★★★
Nota MundoWatch
✓ Tela, GPS e bateria ✓ Custo-benefício ✗ Peso e software