O Amazfit Balance 3 é o smartwatch mais ambicioso da Zepp Health até aqui: tela AMOLED de 3.000 nits com vidro de safira, GPS dual-band, 64 GB de armazenamento com mapas offline e uma bateria de 658 mAh que promete até 21 dias de uso típico. No Brasil, ele já aparece por cerca de R$ 2.300 em marketplaces, o que o coloca na mesma faixa de preço do Galaxy Watch9.
A Amazfit oferece duas versões. A Steel combina aço inoxidável com uma carcaça de polímero reforçado com fibra e pesa 62 g. A Titanium usa moldura de titânio grau 5 e pesa 55 g. Em ambas, a caixa mede 51,4 mm, com tela de 44,8 mm e 14,6 mm de espessura. É um relógio grande, que fica mais confortável em pulsos médios e largos. A pulseira é de liberação rápida de 22 mm, o que facilita a troca por modelos de terceiros.
O painel AMOLED de 1,5 polegada tem resolução de 480×480 e brilho de pico de 3.000 nits, número que coloca o Balance 3 entre os mais brilhantes da categoria e favorece a leitura sob sol forte. O vidro de safira é um diferencial importante: resiste melhor a riscos do que o vidro tratado de relógios mais baratos, o que faz diferença em quem usa o relógio em trilhas e treinos.
A célula de 658 mAh sustenta, segundo a fabricante, 21 dias de uso típico e cerca de 10 dias em uso intenso. Uma fonte de terceiros indica algo perto de 7 dias com a tela sempre ligada, estimativa que serve como referência realista para quem não abre mão do always-on. O carregamento é magnético. Mesmo no cenário mais conservador, a autonomia fica bem acima da de relógios Wear OS, que costumam exigir carga diária ou a cada dois dias. Já falamos desse número em nossa cobertura sobre a bateria de 21 dias do Balance 3.
O GPS é dual-band, com suporte a seis sistemas de satélite e antena de polarização circular, uma combinação voltada a manter o sinal em áreas de mata fechada ou entre prédios. No modo preciso, a bateria sustenta 41 horas de rastreamento. No modo econômico, chega a 84 horas. Os 64 GB de armazenamento permitem guardar mapas offline com navegação curva a curva, algo valioso para trilha, ciclismo e corrida fora do circuito urbano, sem depender do celular.
São mais de 180 modos esportivos (dado oficial). O relógio roda Zepp OS 6, segundo fonte de terceiros, com ferramentas para HYROX e análises de treino como HybridCharge, LifeLoad e BioCharge. A lista de sensores inclui frequência cardíaca, SpO2, acelerômetro, giroscópio, barômetro, luz ambiente e magnético, além de lanterna de LED. A resistência é de 10 ATM (100 m), com liberação para mergulho recreativo e apneia até 45 m. A conectividade traz Bluetooth 5.2 e Wi-Fi 2,4 GHz, e o relógio funciona com Android 8+ e iOS 17+.
Em 05 e 06/10/2026, o Oficina da Net registrou o Balance 3 por R$ 2.299,08 na Shopee e R$ 2.374,04 na Amazon. O lançamento no país teria sido por volta de R$ 3.300, em 21/07/2026, segundo o site Promotop, informação de terceiros que não foi confirmada oficialmente. Não encontramos preço na loja oficial da Amazfit no Brasil. Globalmente, o relógio estreou por US$ 369,99 (aço) e US$ 449,99 (titânio). Nesta faixa, ele disputa espaço com o Samsung Galaxy Watch9, que analisamos aqui.
O relógio faz sentido para quem treina ao ar livre, faz trilha ou ciclismo e quer navegar sem o celular, para quem detesta carregar o relógio toda semana e para usuários de iPhone que querem um modelo premium com muita autonomia. Quem depende de apps do ecossistema Android e de recursos de assistente de voz do Galaxy deve olhar o Watch9. Veja também nosso guia dos smartwatches com bateria longa.
O Amazfit Balance 3 entrega bateria de semanas, GPS dual-band, mapas offline e safira em um corpo de aço ou titânio. Para trilha, corrida e ciclismo, é um dos pacotes mais completos da categoria.
Os pontos de atenção são o tamanho da caixa, a falta de preço oficial confirmado no Brasil e a incerteza sobre o Zepp Pay. Por cerca de R$ 2.300, ele é uma compra convincente para o público outdoor.