⚖️ MercadoWhoopJustiça03 jun. 2026
Whoop vence na Justiça e bloqueia venda da rival Lexqi nos EUA
A batalha pelo design dos wearables "sem tela" chegou aos tribunais. A Whoop conseguiu uma injunção que obriga a chinesa Lexqi a parar de vender sua pulseira fitness nos Estados Unidos, alegando cópia do visual icônico da marca. E a Polar pode ser a próxima.
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Ana Costa
Editora de Tecnologia
·03 jun. 2026·Fontes: Wareable · BusinessWire
Disputa envolve o design "faceless" (sem tela) de pulseiras fitness. Imagem ilustrativa.
O que aconteceu: a Corte Distrital dos EUA (Massachusetts) concedeu à Whoop uma injunção preliminar contra a chinesa Lexqi, obrigando-a a parar imediatamente de vender sua pulseira fitness no país enquanto o processo corre. A Whoop alega que a Lexqi copiou seu "trade dress" — a identidade visual da marca, descrita como "uma faixa de tecido contínua sobre um dispositivo sem tela, com detalhes metálicos finos nas laterais".
Por que o design virou caso de Justiça
A Whoop processou a Lexqi (e também a Polar) em 2025, acusando-as de vender versões "quase idênticas" de seu rastreador. O tribunal concordou que o design da Whoop é "não funcional e distintivo" — ou seja, não tem aquele formato apenas para funcionar, mas para ser reconhecido como uma Whoop. A juíza notou que esse visual é central para o negócio da empresa há mais de uma década.
Os pontos-chave do caso
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Injunção preliminar concedidaA Lexqi deve parar de fabricar, divulgar e vender o produto nos EUA durante o processo, mediante caução de US$200 mil paga pela Whoop.
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Trade dress protegidoO design "faceless" (sem tela) com faixa de tecido contínua foi reconhecido como marca distintiva da Whoop.
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Notificações ignoradasSegundo a Whoop, a Lexqi ignorou notificações extrajudiciais e seguiu vendendo na Amazon ao longo de 2025.
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Polar pode ser a próximaA Whoop também processa a Polar (caso da Polar Loop), em outro tribunal de Nova York, com pedido de injunção em análise.
O que isso significa para o mercado
A decisão pode redesenhar a forma como novas marcas entram no mercado de wearables sem tela. Se a Whoop vencer também o caso contra a Polar, será um precedente importante: outras empresas terão que inovar no design em vez de imitar. O caso lembra a Oura, que já venceu disputas de patente contra rivais de anéis inteligentes. A Garmin, há tempos rumorizada para lançar um rastreador sem tela de atividade, também pode ser afetada.
⚠ Processo em andamento
A injunção é preliminar — não encerra o caso. A decisão final ainda depende do andamento do processo, e a Polar nega ter copiado o design, alegando que sua pulseira foi criada de forma independente. Acompanhe o MundoWatch para os próximos capítulos.