Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Federal Fluminense (UFF) usou inteligência artificial — mais especificamente uma rede neural do tipo LSTM — combinada a dados de acelerômetro coletados por smartwatches para identificar padrões de movimento associados a diferentes níveis de ansiedade durante atividades cotidianas. O estudo foi divulgado por volta de 11 de setembro.

Redes LSTM são um tipo de rede neural especialmente adequada para analisar sequências de dados ao longo do tempo — no caso do estudo, a sequência de movimentos captados pelo acelerômetro do smartwatch durante as atividades dos voluntários. Ao cruzar esses padrões de movimento com os resultados da escala IDATE, os pesquisadores buscaram identificar assinaturas de movimento que se repetem em momentos de maior ansiedade.
Wearables já coletam continuamente dados de movimento, frequência cardíaca e sono, o que os torna uma fonte de dados valiosa para pesquisas acadêmicas sobre saúde mental. Se validada em estudos maiores, uma abordagem como a da UFF poderia, no futuro, alimentar recursos de bem-estar em aplicativos de smartwatches — sempre como complemento, e não substituto, ao acompanhamento profissional.
Como é comum em estudos com amostras relativamente pequenas, os próximos passos devem incluir a validação do modelo com grupos maiores e mais diversos de participantes, além de testes em contextos além do ambiente universitário, para confirmar se os padrões identificados se mantêm consistentes em diferentes perfis de usuários.