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União Europeia isenta smartwatches das regras de bateria substituível

Uma nova regulamentação da União Europeia exigiria que a maioria dos eletrônicos de consumo tivesse bateria facilmente substituível pelo usuário — mas smartwatches e outros wearables acabaram de ganhar uma isenção específica dessa exigência.

UE isenta smartwatches das regras de bateria substituível
Ilustração conceitual — regulamentação de baterias na União Europeia.
O que aconteceu: a União Europeia reconheceu limitações técnicas específicas da categoria de wearables — tamanho reduzido, resistência à água e integração compacta de componentes — como justificativa para isentar smartwatches das novas regras que exigiriam bateria facilmente removível e substituível pelo próprio usuário, diferente do que passa a valer para smartphones e outros eletrônicos.

Um contraponto ao movimento de reparabilidade

Essa isenção chega num momento interessante, logo após termos coberto tanto o UNA Watch modular quanto o smartwatch open source criado por um estudante — ambos exemplos de iniciativas que vão na direção oposta, priorizando reparabilidade mesmo com as limitações técnicas da categoria. A decisão da UE reconhece que, para a indústria como um todo, essas limitações ainda são um obstáculo real para a maioria dos fabricantes.

ℹ Um debate que segue em aberto
Apesar da isenção regulatória, projetos como o UNA Watch mostram que a reparabilidade em wearables é tecnicamente possível — a questão parece ser mais de prioridade de design do que de limitação absoluta.

Por que isso importa

Para consumidores preocupados com sustentabilidade, essa isenção significa que a maioria dos smartwatches vendidos na Europa (e, por consequência, globalmente) continuará com baterias não removíveis pelo usuário comum no curto e médio prazo.