Médicos de pronto-socorro relatam aumento no número de pacientes que chegam com registros de frequência cardíaca e eletrocardiogramas feitos por smartwatches, principalmente entre adultos jovens de 30 a 40 anos — esses dados têm ajudado a investigar sintomas cardíacos intermitentes que já passaram no momento do atendimento.

Tradicionalmente, diagnosticar arritmias intermitentes exigia monitores Holter de 24 a 48 horas, que o paciente usava esperando capturar um episódio durante o período de monitoramento — um processo que podia levar semanas até identificar o problema. Com o smartwatch já no pulso do paciente no momento do sintoma, esse tipo de captura acontece organicamente, sem precisar prever quando o próximo episódio vai ocorrer.
Para quem usa um smartwatch com monitoramento de frequência cardíaca ou ECG, esse tipo de relato reforça o valor prático desses recursos além do uso esportivo cotidiano — e reforça a importância de compartilhar esses dados com médicos quando relevante.