Fugindo um pouco do universo dos smartwatches: o Polo Norte magnético se moveu mais de 2.250 km em direção à Sibéria, forçando uma recalibração global em sistemas de navegação de aviões, navios, celulares e mapas digitais — a mudança acontece a quase 3 mil km de profundidade sob o Ártico e está alterando o ritmo do polo magnético da Terra.

De acordo com estudos geofísicos, as forças que causam esse deslocamento acontecem a quase 3 mil quilômetros de profundidade, no núcleo externo líquido da Terra, onde correntes de metal fundido geram o campo magnético do planeta. Mudanças nesse fluxo profundo se refletem na superfície como o deslocamento observado do polo magnético, exigindo recalibração periódica de sistemas de navegação que dependem de modelos magnéticos precisos.
Smartwatches com GPS e bússola integrada também dependem de modelos magnéticos precisos para funcionar corretamente, então atualizações de firmware relacionadas a esse tipo de recalibração podem eventualmente chegar a esses dispositivos também.