A Microsoft apresentou o Maia 300, acelerador de IA em 2 nm (TSMC N2P) com 288 GB de HBM4, 18 TB/s e 13,8 PFLOPS em FP4. A produção em escala está prevista para 2027; os ganhos de eficiência são alegações da empresa.

| Item | Maia 300 | Maia 200 (comparação) |
|---|---|---|
| Projeto | Vários chiplets; computação em TSMC N2P | Monolítico, N3P |
| Memória | 288 GB HBM4 (8 pilhas) | 216 GB HBM3E |
| Banda de memória | 18 TB/s | cerca de 7 TB/s |
| Pico em FP4 / FP8 | 13,8 / 6,9 PFLOPS | 10,1 / 5,1 PFLOPS |
| Consumo (TDP do chip) | 950 W | 750 W |
| Aceleradores por rack | 96 | 48 |
Os dados vêm do Notebookcheck, que cita a publicação da Microsoft de 12 de outubro, e do StorageReview, que detalha a comparação com o Maia 200, lançado antes, em 2026. O Notebookcheck também registra rede de ampliação em duas camadas, com Ethernet e protocolo próprio, e grupos de cerca de 12 mil aceleradores. A Microsoft deve dar mais detalhes no evento Ignite, em novembro, segundo o StorageReview.
O que se pode afirmar pelas especificações é que o foco é memória. O pico de FP4 sobe cerca de 37% sobre o Maia 200, enquanto a banda de memória cresce mais de 2,5 vezes, e o StorageReview interpreta isso como um chip pensado para as etapas de geração de texto, limitadas por memória. É uma leitura do veículo, não da Microsoft. O consumo também sobe: 950 W por chip, e um rack de 96 aceleradores chega a cerca de 167 kW, contra 64 kW no Maia 200.
A Reuters, citada pelo Notebookcheck, informa que a Microsoft poderia implantar mais de 1 milhão de chips Maia 300 no ano que vem. Trata-se de um relato da agência, não de um número confirmado em nota da empresa. A Microsoft afirma que quer reduzir a dependência de Nvidia e AMD, e o executivo Scott Guthrie falou em levar a família Azure Maia a implantações de vários gigawatts a partir de 2027.
O movimento faz parte de uma corrida de chips próprios. Veja como a Microsoft preparava a segunda geração de seu chip de IA, a Zhenwu V900 da Alibaba e a previsão de receita da TSMC, que fabrica a maioria desses chips. Do outro lado da mesa, a Microsoft vende estações para quem roda IA localmente, como o Surface RTX Spark Dev Box. O Maia 300 não é produto de consumo e não será vendido no Brasil.
O que é? Acelerador de IA próprio da Microsoft, terceira geração. Memória? 288 GB de HBM4, 18 TB/s. Quando entra em produção? Em 2027. A eficiência de 40% é comprovada? Não, é alegação da Microsoft. Dá para comprar? Não, é de uso interno nos data centers.