Um pedido de patente do Google (US 2026/0294263 A1) descreve um wearable que tentaria prever episódios de fibrilação atrial a partir do histórico do usuário. Segundo o Gadgets & Wearables, trata-se apenas de uma patente: não há produto nem data.

Segundo o Gadgets & Wearables, que revelou o documento em 3 de outubro, o método começa quando o relógio detecta um primeiro evento de arritmia com seus sensores biométricos. Esse evento inicia um período de observação, em que o aparelho continua coletando dados do coração e registra novos episódios.
Em seguida, o sistema analisa o momento e a frequência desses eventos em busca de padrões específicos daquela pessoa, e usa isso para estimar quando o próximo pode acontecer. O exemplo é de episódios que se repetem em certos horários ou em intervalos relativamente regulares.
Hoje, relógios como o Pixel Watch, o Apple Watch e o Galaxy Watch já oferecem detecção de ritmo irregular ou ECG, recursos regulados que avisam quando algo já está acontecendo. A patente vai além: tenta antecipar o próximo episódio. É um salto grande, e qualquer produto desse tipo precisaria de forte validação clínica antes de chegar ao público. Para entender o que já existe, veja nosso guia de smartwatches para arritmia e ECG.
Vale lembrar que o setor vive uma onda de depósitos e disputas: veja o que já contamos sobre a guerra de patentes em wearables. Uma patente indica a direção da pesquisa de uma empresa, não o que ela vai vender.
Meu Pixel Watch vai prever fibrilação atrial? Não há indicação disso. Isso substitui o médico? Não: relógios não diagnosticam doenças e, em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento. Quando chega? Não há data, e pode nunca chegar.