Um estudo do Wareable com 6.372 vendas usadas no eBay dos EUA mostra que smartwatches perdem até 60% do valor em seis meses. Garmin retém 69%, Apple 58%, Google 56% e Samsung 42%. A amostra é americana.

Os percentuais representam a fatia média do preço de lançamento que o relógio ainda mantinha ao ser revendido seis meses depois, segundo o Wareable (publicado em 1º de setembro e atualizado em 28 de setembro de 2026).
Em média, relógios de entrada perderam cerca de 50% do preço em seis meses, e os premium, cerca de 37%. Em dólares, porém, a conta se inverte: os premium, lançados a US$ 960 em média, perderam por volta de US$ 307, contra cerca de US$ 133 dos básicos. Ou seja: perde-se proporcionalmente menos, mas em valor absoluto mais.
A explicação do Wareable é a diferença entre relógios esportivos dedicados e smartwatches generalistas. Nas palavras de Conor Allison, os primeiros são vistos como ferramentas duráveis de fitness, enquanto os tradicionais enfrentam os mesmos desafios de outros eletrônicos de consumo.
Isso conversa com o que cobrimos sobre a durabilidade de aparelhos: veja o guia sobre vida útil e bateria do smartwatch.
Mesmo sem dados brasileiros, o recado vale para quem pensa em revender: relógios de esporte tendem a ser mais fáceis de vender e a manter melhor preço, e modelos muito baratos perdem proporcionalmente mais. Se a revenda faz parte do seu plano, vender antes da chegada da próxima geração e manter caixa, carregador e boa conservação ajudam, algo que o estudo não mediu e que apresentamos apenas como bom senso.
O estudo vale para o Brasil? Só como referência: os dados são dos EUA. Qual marca perde menos? Garmin, com cerca de 69% retidos. E a que perde mais? Samsung, com cerca de 42%.