Um estudo conduzido pela University Health Network em parceria com a Universidade de Toronto, publicado na revista científica Nature Medicine, acompanhou 217 pacientes com insuficiência cardíaca usando o Apple Watch por três meses — e encontrou uma ligação direta entre queda na aptidão cardiopulmonar diária medida pelo relógio e risco de hospitalização.

Os pesquisadores acompanharam 217 pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca, todos utilizando o Apple Watch continuamente por um período de três meses. Durante o acompanhamento, o relógio registrou métricas diárias de aptidão cardiopulmonar — um indicador relacionado à capacidade do corpo de usar oxigênio durante esforço — permitindo cruzar variações nesse indicador com eventos de saúde registrados nos prontuários dos participantes.
O estudo se junta a um conjunto crescente de pesquisas que avaliam o papel dos smartwatches de consumo no acompanhamento de condições crônicas, reforçando que métricas coletadas passivamente no dia a dia — sem exigir visitas frequentes ao consultório — podem ter valor clínico real quando analisadas da forma correta.
Os pesquisadores da University Health Network e da Universidade de Toronto indicam que os próximos passos envolvem validar o indicador em grupos maiores de pacientes e avaliar se alertas automáticos baseados nessa queda de aptidão podem efetivamente reduzir hospitalizações na prática clínica.