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Estudo da Florida International University questiona precisão da contagem de calorias do smartwatch

Uma pesquisa conduzida por cientistas da Florida International University (FIU) comparou a contagem de calorias exibida por smartwatches populares com a queima real medida em laboratório — e encontrou diferenças relevantes, especialmente em atividades de força e intervalo de alta intensidade.

Estudo da FIU avalia a precisão da contagem de calorias do smartwatch
Florida International University — estudo mostra que a contagem de calorias do smartwatch varia bastante conforme o tipo de exercício.
A conclusão central: segundo os pesquisadores da FIU, os smartwatches testados tendem a ser mais precisos em atividades cardiovasculares contínuas, como caminhada e corrida em ritmo constante, mas apresentam margem de erro maior em exercícios de força e treinos intervalados, onde o movimento é mais irregular.

Por que o treino de força é o ponto mais frágil

De acordo com o estudo, os algoritmos dos smartwatches se baseiam fortemente em frequência cardíaca e padrão de movimento do pulso para estimar o gasto calórico. Em atividades cardiovasculares, esse padrão é relativamente previsível. Já em exercícios de força — como levantamento de peso — o movimento é mais irregular e a frequência cardíaca sobe de forma diferente, o que leva os algoritmos a subestimar ou sobrestimar a queima real de calorias.

ℹ A recomendação dos pesquisadores
Os autores do estudo sugerem usar a contagem de calorias do smartwatch como uma referência relativa para acompanhar tendências pessoais ao longo do tempo, em vez de tratá-la como um valor exato — recomendação que já havia aparecido em outros estudos sobre o tema, como o da Universidade de Michigan cobrimos recentemente por aqui.

O que isso muda na prática para quem treina

Para quem usa o smartwatch para guiar metas de calorias diárias, a pesquisa reforça um alerta já conhecido: números absolutos de queima calórica durante treinos de força merecem ser vistos com ressalva. Já para corrida e caminhada, a confiança na estimativa pode ser um pouco maior, ainda que nenhum wearable de pulso substitua a precisão de métodos laboratoriais.

Um tema que já vem sendo discutido pela indústria

O estudo da FIU se junta a uma série de pesquisas recentes que colocam em xeque a precisão de métricas estimadas pelos smartwatches, reforçando que, conforme esses dispositivos assumem papel maior no acompanhamento de saúde e fitness, a transparência sobre os limites de cada métrica se torna cada vez mais relevante para o consumidor.